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FAMÍLIA AGUIAR INAUGURA MEMORIAL EM HOMENAGEM AO LÍDER POLÍTICO MURILO AGUIAR E LANÇA LIVRO

Com reverência à memória e ao legado de um homem cuja vida foi dedicada ao serviço público e ao amor por Camocim , será inaugurado neste domingo, dia 30 de novembro, às 19hs, o Memorial Deputado Murilo Aguiar , com sede na Avenida Beira Mar, em Camocim .

Na ocasião , ocorrerá também o lançamento do livro :
“Vai-se o homem, mas fica o nome” , em justa homenagem à liderança e as conquistas de uma figura que marcou gerações e contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento de CAMOCIM e do Ceará . O livro é de autoria do historiador Carlos Augusto, filho da cidade.

À frente do Memorial a sua filha Núzia Aguiar e seu neto , deputado estadual Sérgio Aguiar , que dá continuidade ao trabalho da família na política, já com 5 mandatos na Assembléia Legislativa do Ceará . Seu filho, Franscico Aguiar foi também deputado de cinco mandatos , a parir de 86, chegando a assumir a Presidência da ALECE e o governo do Estado, e a presidência do Tribunal de Contas dos Municípios – TCM .

SOBRE MURILO AGUIAR

Se vivo fosse, no dia 25 de novembro, Murilo Aguiar estaria completando 111  anos de idade. Nascido em Camocim em 25 de novembro de 1914, em pleno contexto da Primeira Guerra Mundial, Murilo Aguiar construiu sua biografia em torno da atividade comercial e, principalmente, política.
Eleito pela primeira vez como deputado estadual em 1947, portanto, deputado constituinte, foi prefeito de Camocim entre 1955 e 1959 e reeleito deputado estadual em 1962, 1966 e 1982. Faleceu em 1985 quando da disputa pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

80 ANOS DO CLÃ DOS AGUIAR

Quando Murilo Rocha Aguiar tomou assento na Assembleia Constituinte de 1947 já era o terceiro político do clã dos Aguiar a ter uma cadeira naquela casa legislativa. Na Legislatura de 1947, seu sogro, o Coronel Antonio de Carvalho Rocha (Tonico Rocha), pai de sua esposa Maria Stela Rocha Aguiar, também era deputado constituinte. Murilo Aguiar foi o segundo filho do casal Vicente de Paula Aguiar e Iracema Rocha Aguiar e quando nasceu em Camocim, havia quatro meses que tinha irrompido a Primeira Guerra Mundial. No seu percurso de estudos, realizou os estudos primários em Camocim. Depois estudou em Fortaleza no Colégio Castelo Branco e, posteriormente ingressou no Seminário em Sobral onde continuou os estudos secundários, até 1928.
Ainda muito jovem, “dedicou-se ao comércio,estabelecendo-se em 1931 em Reriutaba (antiga Santa Cruz), de onde se transferiu em 1932 para Camocim, ali constituindo a firma individual Murilo Aguiar, uma das mais importantes do norte do Estado, tornando-se, ao mesmo tempo, figura de prol da sociedade, no seio da qual desfruta de arraigadas simpatias e de todo o conceito”.
Devido a sua desenvoltura exerceu vários cargos na comunidade camocinense como diretor da Associação dos Retalhistas, Presidente da Associação Comercial e do Banco Auxiliar Agrícola, Camocim Clube, dentre outros. Fundou a Voz de Camocim.
Depois da experiência como deputado entre 1947-1950 onde foi membro da Comissão de Indústria e Comércio e Segundo Secretário em 1950, foi prefeito de Camocim entre 1954-1957.
Posteriormente retornou à Assembleia Legislativa como deputado eleito nas legislaturas de 1958, 1962, 1966 e 1982. Nesta última legislatura aconteceu o infausto que causou sua morte.

GRANDES OBRAS

Líder político de grande prestígio na zona norte, Murilo Aguiar, respondendo a um questionário sobre suas realizações em Camocim, pontuou:

b) Construí o Serviço de Abastecimento D’água em convênio com o DNOCS;
— Construí o Mercado Auxiliar;
— Construí o calçamento das principais ruas;
— Construí várias unidades escolares, inclusive o prédio
onde funciona a Escola Estadual Padre Anchieta;
— Construí estradas carroçáveis interligando Distritos;
— Porto: Obtive autorização do Presidente Juscelino Kubitschek para construção do cais de atracação e do armazém
do porto, o que foi feito;
— Draga: Consegui a vinda de uma draga para abertura de nosso ancoradouro, mas com 35 dias de trabalho ela pifou, tendo sido rebocada para Natal a fim de ser consertada. Não mais voltou, uma vez que o Presidente Kubitschek já estava fora do Governo e a sua ordem anterior não foi integralmente cumprida;
— Rodagem: Consegui autorização presidencial para que fossem iniciadas as construções da estrada de rodagem Camocim-Coreaú e Chaval-Parnaíba, onde foram empregados cerca de 20.000 flagelados da seca de 1958;
_ Campo de Pouso: Consegui recursos do Ministério da Aeronáutica para ampliação do campo de pouso, onde foram empregados 600 pais de família que passavam fome, também na seca de 1958.

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