POLÍTICA

Conquista do voto feminino no Brasil é celebrada em solenidade na Alece.

Os 91 anos do voto feminino no Brasil foram comemorados na Assembleia Legislativa em sessão solene, na tarde desta segunda-feira (27/02), no Plenário 13 de Maio. O voto feminino foi exercido pela primeira vez em 1934, garantido pela promulgação do Código Eleitoral em 24 de fevereiro de 1932.O deputado Evandro Leitão (PDT), presidente da Assembleia Legislativa, que presidiu a sessão solene, destacou que é preciso chamar a atenção da sociedade para pautas importante no Parlamento, como “políticas públicas voltadas para a mulher e para toda a sociedade”. A deputada Jô Farias (PT), autora do requerimento, disse estar muito feliz em ver tantas mulheres no Plenário 13 de Maio em um momento tão importante para a democracia do Brasil”. Ela destacou o papel da ex-deputada e atual senadora Augusta Brito (PT-CE) na luta em defesa dos direitos das mulheres durante o seu mandato na Assembleia Legislativa e afirmou que a luta vai continuar por meio das novas deputadas eleitas para o atual mandato. “Tenho certeza que cada uma de nós levantará a bandeira que foi tão bem conduzida pela ex-deputada Augusta Brito”, declarou. Ela também destacou o papel de uma das homenageadas, a ex-deputada estadual Maria Dias, que foi fundadora da Associação das Primeiras-Damas dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE). conforto humano”.A ex-deputada estadual, ex-deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza Maria Luiza Fontenele lembrou as lutas enfrentadas por ela e outras parlamentares mulheres, como Maria Lúcia e Maria Dias. “Quando nós fomos deputadas, as três Marias, aqui na Assembleia Legislativa, a gente conseguiu trabalhar em conjunto na defesa do povo do Ceará”, ressaltou. Ela lembrou também da companheira de Rosa da Fonseca e de outras mulheres que cruzaram o seu caminho, na Assembleia Legislativa, na Universidade Federal do Ceará, que se engajaram na luta em defesa das mulheres e causas sociais.A advogada Raquel Andrade, coordenadora da Procuradoria Especial da Mulher da Alece, destacou a importância de ter apoio e encorajamento para que mais mulheres ocupem espaços de poder e defendeu que haja maior diversidade e inclusão de mulheres que têm menor representação, como mulheres indígenas e quilombolas.Também falou sobre sua trajetória e sobre a influência de sua mãe, líder comunitária do bairro Bom Jardim. “A política chega muito cedo para nós, filhas de lideranças femininas na periferia. A política está em nossas vidas”, pontuou.Ela ressaltou a iniciativa da Casa de criar a Procuradoria Especial da Mulher na Assembleia e sua expansão para câmaras municipais do interior, bem como o desafio dessa expansão. Lembrou que a Assembleia conquistou o Prêmio Margaridas, “que coloca o Poder Legislativo do Estado no patamar de referência nacional em políticas públicas para mulheres”, destacou.Segundo a homenageada, hoje, esse é o maior equipamento legislativo do Brasil, presente em mais de 100 municípios, com quase 200 vereadoras agregadas, com seis núcleos, com acompanhamento de mais de mil casos de violência e mais de 10 mil mulheres alcançadas em três anos de atuação.Raquel Andrade destacou o apoio do presidente da Alece, deputado Evandro Leitão, que construiu uma sede da procuradoria, e o trabalho da ex-deputada e atual senadora Augusta Brito, que fortaleceu a iniciativa.

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